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1.
São Paulo; s.n; 2024. 194 p.
Thesis in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1531786

ABSTRACT

A relação entre maternidade e uso de drogas é de grande complexidade e há necessidade de aprofundar o conhecimento sobre esse assunto. Este estudo tem como objetivo analisar o uso das práticas de Redução de Danos nas intervenções de profissionais do CAPS AD como promotoras de uma vivência sexual e reprodutiva autônoma, consciente e saudável em mulheres usuárias de drogas. Essa escolha se justifica, pois, apesar do status social atribuído à mulher-mãe há limitações no reconhecimento dos direitos sexuais e reprodutivos à medida que algumas mulheres não se enquandram no ideal social de boa mãe, como no caso das usuárias de drogas. Para alcançar esse objetivo, adotamos uma metodologia qualitativa utilizando a Entrevista em Profundidade, conduzida com 13 profissionais dos CAPS AD de São Paulo. Após a coleta de dados o material foi analisado utilizando a perspectiva da Hermenêutica associada à concepção das desigualdade de gênero, enquanto determinante social da saúde. Na análise formulamos seis categorias que incluem: o acesso de mulheres usuárias de drogas à rede de atenção em saúde, o uso de drogas e vulnerabilidades sob perspectiva de gênero, a redução de danos e sua percepção, adesão e estratégias a partir da perspectiva de gênero , a saúde sexual e reprodutiva de mulheres usuárias de drogas , a maternidade vivenciada por mulheres em uso abusivo de drogas, a violência, uso de drogas e desigualdade de gênero. Ao final há a discussão dos resultados deste estudo comparando com pesquisas anteriores e elaboramos possíveis desdobramentos para as políticas públicas e assistência em saúde.


The relationship between motherhood and drug use is of great complexity, and there is a need to deepen our understanding of this issue. This study aims to analyze the use of Harm Reduction practices in interventions by CAPS AD professionals as promoters of autonomous, conscious, and healthy sexual and reproductive experiences in women who use drugs. This choice is justified because, despite the social status attributed to the mother-woman, there are limitations in recognizing sexual and reproductive rights as some women do not fit the social ideal of a good mother, as is the case with drug users. To achieve this objective, we adopted a qualitative methodology using In-depth Interviews conducted with 13 professionals from CAPS AD in São Paulo. After data collection, the material was analyzed using the perspective of Hermeneutics associated with the conception of gender inequality as a social determinant of health. In the analysis, we formulated six categories that include: access of women who use drugs to the health care network, drug use and vulnerabilities from a gender perspective, harm reduction and its perception, adherence and strategies from a gender perspective, sexual and reproductive health of women who use drugs, motherhood experienced by women in abusive drug use, violence, drug use, and gender inequality. Finally, there is a discussion of the results of this study comparing them with previous research and we elaborate possible implications for public policies and health care assistance.


Subject(s)
Parenting , Health Personnel , Substance-Related Disorders , Harm Reduction , Reproductive Rights
2.
Article in English, Portuguese | LILACS, BDENF | ID: biblio-1526026

ABSTRACT

Objetivo: analisar a percepção de mulheres privadas de liberdade quanto aos seus direitos sexuais e direitos reprodutivos. Método: pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa. Foram realizadas entrevistas com mulheres que estavam vivenciando a gestação (9) e o puerpério (4), em duas unidades prisionais do Rio de Janeiro. O método de análise foi o Hermenêutico dialético. Resultados: foram elencadas duas categorias: 1) Violações institucionais como infração dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos e 2) Contradições entre a possibilidade de exercer os direitos e as limitações impostas pelo sistema carcerário. Conclusão: as violações que essas mulheres sofrem, não estão restritas a elas. A luta pelos direitos das mulheres é um movimento constante. Os avanços são significativos, contudo, há amarras reais que impedem que as mulheres usufruam seus direitos sexuais e seus direitos reprodutivos, mesmo que eles existam no plano legal e normativo


Objective: analyze the perception of women deprived of liberty regarding their sexual rights and reproductive rights. Method: descriptive research, with a qualitative approach. Interviews were conducted with women who were experiencing pregnancy (9) and the puerperium (4), in two prison units in Rio de Janeiro. The analysis method was the dialectic hermeneutic. Results: two categories were listed: 1) Institutional violations as infractions of sexual rights and reproductive rights and 2) Contradictions between the possibility of exercising rights and the limitations imposed by the prison system. Conclusion: the violations that these women suffer are not restricted to them. The fight for women's rights is a constant movement. The advances are significant, however, there are real obstacles that prevent women from enjoying their sexual rights and their reproductive rights, even though they exist in the legal and normative plan


Objetivos: respecto a sus derechos sexuales y derechos reproductivos. Método: investigación descriptiva, con un enfoque cualitativo. Las entrevistas fueron realizadas a mujeres en situación de embarazo (9) y de puerperio (4), en dos unidades penitenciarias de Río de Janeiro. El método de análisis fue la hermenéutica dialéctica. Resultados: se han dividido en dos categorías: 1) Violaciones institucionales como la infracción de los derechos sexuales y los derechos reproductivos y 2) Contradicciones entre la posibilidad de ejercer los derechos y las limitaciones impuestas por el sistema carcelario. Conclusión: las violaciones que sufren estas mujeres no se limitan a ellas. La lucha por los derechos de la mujer es un movimiento constante. Los avances son significativos, sin embargo, existen ataduras reales que impiden a las mujeres disfrutar de sus derechos sexuales y sus derechos reproductivos, aunque existan a nivel legal y normativo


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Prisons , Pregnancy , Reproductive Rights , Nursing , Postpartum Period
3.
Rev. colomb. obstet. ginecol ; 74(4): 276-286, dic. 2023. ilus, tab
Article in Spanish | LILACS, COLNAL | ID: biblio-1536079

ABSTRACT

Objetivos: Describir la prevalencia de las interrupciones voluntarias del embarazo (IVE) recurrentes y efectuar una exploración de los factores asociados a esta. Materiales y métodos: Estudio de corte trasversal descriptivo, en el que se incluyeron mujeres atendidas entre 2015 y 2021 en cinco sedes, en el Departamento de Antioquia, de una Institución que promueve la atención en salud sexual y reproductiva (SSR) en Colombia. Se midieron variables sociodemográficas, de SSR, así como la realización de IVE recurrente, tipo de procedimiento utilizado en la primera IVE, y método de anticoncepción elegido posterior a esta. Se presenta la prevalencia de período de aborto recurrente global y por año. Se hace exploración de los factores asociados por medio de análisis multivariado. Se obtuvo aval del comité de investigación de la institución. Resultados: Se incluyó un total de 20.423 mujeres. La prevalencia de IVE recurrente fue del 4,07 % (n = 831) en todo el período, y varió del 2,3 al 6 % en los 6 años. El método más utilizado para la IVE recurrente fue inducción farmacológica (48,50 %). Después de la primera IVE, el 69,81 % de las mujeres utilizó métodos anticonceptivos clasificados como "muy efectivos", según la Organización Mundial de la Salud. Se identificaron como factores de riesgo de la IVE recurrente pertenecer al régimen de aseguramiento subsidiado por el Estado (Odds ratio ajustado (ORa) = 1,35; IC 95 %: 1,05-1,72) y haber tenido dos o más gestaciones (ORa = 1,23; IC 95 %: 1,06 - 1,44). Como factores protectores se identificaron: contratación del servicio de IVE bajo modalidad de pago de bolsillo (ORa = 0,71; IC 95 %: 0,61-0,82), el antecedente de IVE tardía (ORa = 0,30; IC 95 %: 0,11-0,81), y la elección del implante subdérmico posterior al primer aborto primer aborto como (ORa =0,64; IC 95 %: 0,49 - 0,83). Conclusiones: La prevalencia de IVE recurrente posiblemente está incrementando. Se requieren estudios prospectivos que evalúen si existe una tendencia al incremento y que verifiquen posibles hipótesis de asociación que surgen de este trabajo.


Objectives: To describe the prevalence of recurrent voluntary termination of pregnancy (VTP) and to explore associated factors. Material and methods: Descriptive, cross-sectional cohort study which included women seen between 2015 and 2021 in five sites of an institution located in the Department of Antioquia which promotes sexual and reproductive health (SRH) care in Colombia. Measured variables included sociodemographics, SRH, recurrent performance of VTP, type of procedure used in the first VTP and contraception method selected afterwards. The prevalence of global and yearly recurrent abortion period is presented. Associated factors were explored using a multivariate analysis. The research committee of the institution approved the study. Results: In total, 20,423 women were included. The prevalence of recurrent VTP was 4.07 % (n = 831) during the entire period, ranging between 2.3 and 6 % over the 7 years. The most commonly used method for recurrent VTP was pharmacological induction (48.50 %). After the first VTP, 69.81 % of women used contraceptive methods classified as "very effective" according to the World Health Organization. The risk factors identified as being associated with recurrent VTP included being part of the state-subsidized health insurance system (adjusted odds ratio [aOR] = 1.35; 95 % CI:1.05-1.72) and having had two or more pregnancies (aOR = 1.23; 95% CI: 1.06 - 1.44). Protective factors were identified and included out-of-pocket payment for VTP service (aOR = 0.71; 95% CI: 0.61-0.82), a history of late VTP (aOR = 0.30; 95% CI: 0.11-0.81), and the selection of a subdermal implant for contraception following the first abortion (sOR = 0.64; 95% CI: 0.49 - 0.83). Conclusions: It is possible that the prevalence of recurrent VTP is increasing. Prospective studies are required in order to determine whether there is a growing trend and to verify potential association hypotheses derived from this work.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Abortion, Induced , Abortion, Legal , Colombia , Contraception , Reproductive Rights
4.
Ciudad de Buenos Aires; GCBA. Ministerio de Salud; ago. 2023. 37 p. graf, tab.
Monography in Spanish | LILACS, InstitutionalDB, BINACIS, UNISALUD | ID: biblio-1513086

ABSTRACT

Esta 5ª actualización del informe sistematiza la información que se viene produciendo a través de las acciones de monitoreo iniciadas en 2016 e incorpora aquella referida al año 2022. Se entiende que las acciones de monitoreo y evaluación son valiosas para cinco objetivos complementarios, que son: a. disponer de un basamento para la planificación de las necesidades de insumos (estimar necesidades de compras); b. identificar las mejoras/cambios de escenario que se van produciendo con el trabajo cotidiano y las nuevas necesidades o desafíos que van surgiendo; c. planificar acciones novedosas basadas en diagnósticos afinados; d. valorizar y visibilizar el trabajo que realizan los equipos todos los días en los establecimientos públicos de salud donde se brinda respuesta a la población y e. producir información de utilidad tanto para los actores del subsistema público de salud como para otros actores interesados en la temática. (AU)


Subject(s)
Health Statistics , Reproductive Health Services/supply & distribution , Reproductive Health Services/statistics & numerical data , Reproductive Rights/trends , Reproductive Health/trends , Reproductive Health/statistics & numerical data
5.
Rev. chil. obstet. ginecol. (En línea) ; 88(2): 110-115, abr. 2023.
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-1441417

ABSTRACT

La circular N.º 10 de la Subsecretaría de la Salud busca aclarar y dar precisión a la Norma Técnica y Administrativa del Ministerio de Salud de Chile del año 2021, sobre vigilancia de la operación cesárea, específicamente sobre la llamada cesárea a requerimiento materno. Esta se define en ambos documentos como «aquella que se realiza sin inicio de trabajo de parto y en ausencia de indicaciones maternas o fetales tradicionales». Esta normativa ha causado preocupación en los servicios de obstetricia por una fundamentación insuficiente y errada, la incoherencia de sus planteamientos, el eventual riesgo para los pacientes y para la profesión médica. Intenta fijar una pequeña «ventana» de total autonomía para la persona gestante, que le permitiría decidir que un médico le realice una operación quirúrgica, en este caso una cesárea. Esta «ventana» sería en la semana 40 de gestación. No se entiende la razón para que esa prerrogativa sea solo en ese momento de la gestación, ni tampoco la razón de que no sea indispensable el juicio clínico del médico tratante para la decisión de una intervención quirúrgica. Finalmente, se propone una alternativa que asegura una relación médica-paciente armónica, respetando todas las autonomías y preservando el acto médico adecuado.


Circular No. 10 of the Health secretary seeks to clarify and give precision to the Technical and Administrative Regulation of the Chilean Ministry of Health for the year 2021, on surveillance of the cesarean section, specifically on the so-called cesarean section at maternal request. This is defined in both documents as "that which is performed without the onset of labor and in the absence of traditional maternal or fetal indications". This regulation has caused concern in obstetrics units due to an insufficient and erroneous foundation, the incoherence of its approaches, the eventual risk for patients and for the medical profession. It tries to set a small "window" of total autonomy for the pregnant person, which would allow to decide that a doctor performs her a surgical operation, in this case a caesarean section. This "window" would be in the 40th week of gestation. The reason why this prerogative is only at that moment of gestation is not understood, nor is the reason why the clinical judgement of the attending physician is not indispensable for the decision of a surgical intervention. Finally, an alternative is proposed that ensures a harmonious medical-patient relationship, respecting all autonomies and preserving the appropriated medical act.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Cesarean Section , Decision Making , Reproductive Rights , Ethics, Medical , Personal Autonomy
6.
Femina ; 51(3): 154-160, 20230331.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1428722

ABSTRACT

CONTEXTO CLÍNICO O câncer ginecológico afeta diretamente a fertilidade, pois o tratamento consiste na remoção cirúrgica do sistema reprodutor e/ou na sua exposição a agentes gonadotóxicos. Entretanto, pacientes em estádios iniciais e que estejam dentro de critérios estabelecidos podem ser tratadas com cirurgias conservadoras da fertilidade, com resultados oncológicos equivalentes aos dos tratamentos tradicionais. As técnicas de preservação da fertilidade, como criopreservação de oócitos, embriões e tecido ovariano, também podem ser oferecidas em algumas situações. A American Society of Clinical Oncology (ASCO) publicou recomendações sobre a preservação de fertilidade, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre o tema, e, juntamente com a American Society for Reproductive Medicine (ASRM), recomenda que pacientes em idade fértil com câncer passem por aconselhamento reprodutivo. Essas pacientes apresentam menores taxas de arrependimento, mesmo quando optam por desistir do tratamento conservador. O interesse na preservação da fertilidade aumentou nas últimas décadas, tanto pelo fato de as mulheres postergarem a gestação como pelo aumento da incidência de câncer em jovens. A taxa de incidência de todos os cânceres aumentou 29% entre 1973 e 2015 em adolescentes e adultos jovens de ambos os sexos. O câncer de colo uterino, em mulheres de 20-29 anos, aumentou anualmente em uma média de 10,3% entre 2000 e 2009. A omissão em orientar pacientes com câncer sobre as possibilidades de preservação da fertilidade pode gerar questionamentos futuros; em alguns países. isso já se configura má prática médica.


Subject(s)
Humans , Female , Fertility Preservation/methods , Genital Neoplasms, Female , Pregnancy Trimesters , Reproductive Techniques, Assisted , Reproductive Rights/ethics , Conservative Treatment/methods , Genital Neoplasms, Female/diagnostic imaging , Hormones/therapeutic use
7.
Femina ; 51(3): 161-166, 20230331.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1428726

ABSTRACT

Objetivo: Avaliar o conhecimento das puérperas em relação ao parto humanizado e às vias de parto. Métodos: Estudo observacional transversal com 369 puérperas que realizaram seu parto em um hospital público de Curitiba, Paraná, Brasil. Aplicação de dois questionários que avaliaram características demográficas e socioeconômicas, informações sobre a gestação e o pré-natal, conhecimento de humanização e vias de parto, e atitude em relação às vias de parto. Resultados: Entre as puérperas, 72% afirmaram já terem ouvido falar no termo "parto humanizado", porém, dessas, 52,6% deram uma definição inadequada. E 48,2% obtiveram baixo conhecimento acerca das vias de parto, e 58,2% expressaram atitude positiva em relação à cesárea. Houve associação entre conhecimento prévio sobre parto humanizado e renda (p = 0,001), escolaridade (p < 0,0001), número de consultas de pré-natal (p = 0,023), busca de informações sobre as vias de parto (p < 0,0001) e preferência de parto (p = 0,011). Houve correlação do conhecimento acerca das vias de parto com renda (p = 0,044), escolaridade (p = 0,003), busca de informações sobre as vias de parto (p = 0,007) e atitude em relação à cesárea (p < 0,0001). Conclusão: Observou-se baixo conhecimento acerca das vias de parto e parto humanizado, e características como renda, escolaridade, busca por informações de forma independente e número de consultas de pré-natal possuem associação com esses conhecimentos. Um pré-natal com adequada transmissão de conhecimento relaciona-se à preferência pelo parto normal, sendo essa uma estratégia para a redução das taxas de cesárea e, consequentemente, da morbimortalidade materno-fetal.


Objective: To evaluate the knowledge of postpartum women in relation to humanized del ivery and delivery methods. Methods: Cross-sectional observational study with 369 postpartum women who delivered in a public hospital in Curitiba, Paraná, Brazil. Application of two questionnaires, which evaluated demographic and socioeconomic characteristics, information about pregnancy and prenatal care, knowledge of humanization and delivery methods, attitude towards delivery methods. Results: 72% of postpartum women said they had already heard the term "humanized childbirth", however, of these 52.6% gave an inadequate definition. 48.2% had low knowledge about delivery methods. 58.2% expressed a positive attitude towards cesarean section. There was an association between prior knowledge about humanized childbirth and income (p = 0.001), schooling (p < 0.0001), number of prenatal consultations (p = 0.023), search for information about delivery methods (p < 0 .0001), birth preference (p = 0.011). There was a correlation between knowledge about the modes of delivery with income (p = 0.044), education (p = 0.003), search for information about the modes of delivery (p = 0.007), attitude towards cesarean section (p < 0.0001). Conclusion: There was a low knowledge about the ways of delivery and humanized delivery, and characteristics such as income, education, search for information independently and the number of prenatal consultations have an association with this knowledge. A prenatal care with adequate transmission of knowledge is related to the preference for normal delivery, which is a strategy for reducing cesarean rates and, consequently, maternal-fetal morbidity and mortality.


Subject(s)
Humans , Female , Infant, Newborn , Cesarean Section/adverse effects , Humanizing Delivery , Postpartum Period , Natural Childbirth , Indicators of Morbidity and Mortality , Reproductive Rights , Maternal-Child Health Services/ethics
8.
Alerta (San Salvador) ; 6(1): 70-77, ene. 30, 2023.
Article in Spanish | BISSAL, LILACS | ID: biblio-1413706

ABSTRACT

El término violencia obstétrica tiene sus orígenes en Latinoamérica, se considera una expresión de violencia de género y de violencia institucional contra la mujer. Puede ser ejercida de dos maneras, física y psicológica, por lo que se pretende definir la violencia obstétrica, su origen, divisiones, relación con los derechos sexuales y reproductivos de la mujer, así como identificar sus consecuencias físicas y psicológicas. Se realizó una búsqueda bibliográfica en Medigraphic, SciELO y Google Académico, fueron incluidas únicamente las publicaciones que se encontraron a texto completo, en español, inglés y portugués durante los años 2014 al 2022. La violencia obstétrica provoca que los derechos sexuales y reproductivos de las mujeres sean quebrantados, lo que hace imprescindible que todos los involucrados en la atención en salud conozcan las repercusiones físicas y psicológicas relacionadas que contribuyen a la morbimortalidad de la madre y el recién nacido, tales como: desgarros vaginales, problemas en la lactancia materna, síndrome de estrés postraumático y depresión posparto


The term obstetric violence has its origins in Latin America, it is considered an expression of gender violence and institutional violence against women. It can be exercised in two ways, physical and psychological, therefore, the aim is to define obstetric violence, its origin, divisions, and relation with women's sexual and reproductive rights, as well as to identify its physical and psychological consequences. A bibliographic search was conducted in Medigraphic, SciELO, and Google Scholar, including only publications that were found in full text, in Spanish, English, and Portuguese during the years 2014 to 2022. Obstetric violence causes the violation of women's sexual and reproductive rights, which makes it essential for all those involved in health care to be aware of the related physical and psychological repercussions that contribute to maternal and newborn morbidity and mortality, such as vaginal tears, breastfeeding problems, post-traumatic stress syndrome, and postpartum depression


Subject(s)
Physics , Women , Reproductive Rights , Obstetric Violence , Stress Disorders, Post-Traumatic , Breast Feeding , Morbidity , Violence Against Women
9.
Sex., salud soc. (Rio J.) ; (39): e22203, 2023.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1450499

ABSTRACT

Resumo O discurso médico do século XIX listava uma série de desordens físicas e mentais associadas aos órgãos reprodutivos das mulheres (Rohden, 2009). Um fenômeno corporal até hoje frequentemente construído como patológico é a menstruação (Vieira, 2002), para o qual existe uma ferramenta médica de intervenção amplamente empregada: a pílula anticoncepcional. Como o período menstrual é muitas vezes visto como um problema, sua interrupção por meio da ingestão contínua da pílula é recorrentemente propagada como a solução (Kissling, 2013). À luz dessas ideias, analiso como duas mulheres autoidentificadas como feministas negociam significados sobre a pílula, a menstruação e a supressão menstrual em entrevistas orais semiestruturadas. O objetivo do trabalho é investigar como sentidos biomédicos sobre o corpo feminino são discursivamente reificados, desafiados e corporificados.


Abstract Nineteenth century's medical discourse listed a series of physical and mental disorders caused by women's reproductive organs (Rohden, 2009). A bodily function that until nowadays has been frequently constructed as pathological is menstruation (Vieira, 2002), for which there is a widely employed medical tool of intervention: the contraceptive pill. As the period is often seen as a problem, its suppression through the uninterrupted use of the pill is recurrently advertised as the solution (Kissling, 2013). In light of these ideas, I analyse how two self-identified feminist women negotiate meanings around the pill, menstruation and menstrual suppression in semi-structured oral interviews. The purpose of the work is to investigate how biomedical meanings of the female body are discursively reified, challenged and embodied.


Resumen El discurso médico del siglo XIX enumeraba una serie de trastornos físicos y mentales asociados a los órganos reproductivos de la mujer (Rohden, 2009). Un fenómeno corporal que con frecuencia se interpreta como patológico es la menstruación (Vieira, 2002), para la cual existe una herramienta médica intervencionista ampliamente utilizada: la píldora anticonceptiva. Como el período menstrual a menudo se ve como un problema, su interrupción a través de la toma continua de la píldora se propaga recurrentemente como la solución (Kissling, 2013). A la luz de estas ideas, analizo cómo dos mujeres autoidentificadas como feministas negocian significados sobre la píldora, la menstruación y la supresión menstrual en entrevistas orales semiestructuradas. El objetivo de este trabajo es investigar cómo los significados biomédicos sobre el cuerpo femenino son materializados, cuestionados y encarnados discursivamente.


Subject(s)
Humans , Female , Reproductive Rights , Physicians , Contraception Behavior , Medicalization/trends , Life Style
10.
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1442131

ABSTRACT

ABSTRACT OBJECTIVE To estimate the prevalence of unplanned pregnancy in eight public university hospitals, distributed in the five regions that make up Brazil. METHODS A secondary analysis of a national multicenter cross-sectional study, carried out in eight public university hospitals between June 1 and August 31, 2020, in Brazil. Convenience sample including women who gave birth within sixty consecutive days and met the following criteria: over 18 years old; gestational age over 36 weeks at delivery; with a single and live newborn, without malformations. RESULTS Sample composed of 1,120 postpartum women, of whom 756 (67.5%) declared that the pregnancy had not been planned. The median prevalence of unplanned pregnancy was 59.7%. The prevalence of unplanned pregnancy across hospitals differed significantly: Campinas (54.8%), Porto Alegre (58.2%), Florianópolis (59%), Teresina (61.2%), Brasília (64.3%), São Paulo (64.6%), Campo Grande (73.9%) and Manaus (95.3%) (p < 0.001). Factors significantly associated with unplanned pregnancy were maternal age, black color, lower family income, greater number of children, greater number of people living in household, and not having a partner. CONCLUSION In the studied sample, about two thirds of the pregnancies were declared as unplanned. The prevalence of unplanned pregnancies was related to social and demographic factors and varied significantly across the university hospitals evaluated.


RESUMO OBJETIVO Estimar a prevalência de gestação não planejada (GNP) em oito hospitais públicos universitários, distribuídos nas cinco regiões que compõem o Brasil. MÉTODOS Análise secundária de um estudo transversal multicêntrico nacional, realizado em oito hospitais universitários públicos, entre 1º de junho e 31 de agosto de 2020, no Brasil. Amostra por conveniência incluindo mulheres que deram à luz em período de sessenta dias consecutivos e atenderam aos seguintes critérios: maiores de 18 anos; idade gestacional acima de 36 semanas no parto; com recém-nascido único e vivo, sem malformações. RESULTADOS Amostra composta por 1.120 puérperas, das quais 756 (67,5%) declararam que a gravidez não tinha sido programada. A mediana da prevalência de GNP foi de 59,7%. Observou-se diferença significativa na prevalência de GNP entre os hospitais: Campinas (54,8%), Porto Alegre (58,2%), Florianópolis (59%), Teresina (61,2%), Brasília (64,3%), São Paulo (64,6%), Campo Grande (73,9%) e Manaus (95,3%) (p < 0,001). Foram fatores significativamente associados a GNP a idade materna, cor negra, menor renda familiar, maior número de filhos, maior número de pessoas convivendo em casa e não ter parceiro. CONCLUSÃO Na amostra estudada, cerca de dois terços das gestações foram declaradas como não programadas. A prevalência de gestação não planejada teve relação com fatores sociais e demográficos e variou significativamente entre os hospitais universitários avaliados.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Contraception , Pregnancy, Unplanned , Reproductive Rights , Family Development Planning
11.
Saúde Soc ; 32(2): e220534pt, 2023.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1450441

ABSTRACT

Resumo Este artigo analisa como as principais políticas públicas brasileiras de saúde da mulher, desde 2000, definem e caracterizam seu público-alvo. Marcando uma articulação entre distintos conjuntos de agentes, campos disciplinares e tecnologias de governo, as políticas operam representando e conformando o sujeito a quem se destinam. No campo da saúde da mulher, essa operação também é viabilizada mediante a modulação do sexo e do gênero, especificamente a reiteração de códigos responsáveis por designar a "natureza" da mulher. Trata-se de uma pesquisa documental realizada através da perspectiva antropológica de análise de documentos, que investigou as peças documentais da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (2004), da Rede Cegonha (2011) e documentos correlatos. Os temas da fertilidade e da reprodução têm se mostrado persistentes no conjunto de ações em saúde da mulher, formando os núcleos que concentram esforços e verbas estatais. A mulher constituída pelas políticas de saúde tem maiores chances de acessar seus direitos de cidadania por meio de sua função como potencial reprodutora. Identifica-se a complexidade da construção de um sujeito de direitos, mesmo quando esteve imbuída de um certo ideário emancipatório, presente nos interstícios do Estado.


Abstract This article analyzes how the main public policies on Brazilian women's health, since 2000, define and characterize their target group. Marking an articulation between different sets of agents, disciplinary fields, and government technologies, public policies operate by representing and conforming the subject to whom they are intended. In women's health field, this process is also made possible by modulating sex and gender, specifically reiterating codes responsible for designating the "nature" of women. This is a documentary research conducted via the anthropological perspective of documents analysis, which investigated the documentary pieces of the Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (2004) and Rede Cegonha (2011) and related documents. The themes of fertility and reproduction have been persistent in the set of actions in women's health, making up the core areas that concentrate state efforts and funds. The woman embraced by health policies has greater chances of accessing her citizenship rights from her role as a potential reproducer. The complex construction of a subject of rights is identified, even when this construction was imbued with a certain emancipatory ideology, in the interstices of the State.


Subject(s)
Public Policy , Women's Rights , Reproductive Rights
12.
Rev. Esc. Enferm. USP ; 57: e20230001, 2023.
Article in English, Spanish | LILACS, BDENF | ID: biblio-1521567

ABSTRACT

ABSTRACT Objective: To analyze the perspectives and practices of personnel involved in family planning with women at reproductive risk due to chronic diseases. Method: Qualitative study in which physicians and nurses from primary care centers in a state in central Mexico were interviewed. Interviews were transcribed and analyzed under the Grounded Theory proposal. Results: The perspectives and practices in family planning interventions are unilaterally framed in the biomedical model. Three categories of analysis emerged: "The battle", "Convince by imposing", "Monitor them and catch them". Conclusion: It is necessary to promote competencies in interculturality, gender perspective and human rights to make the intervention more of a counseling and less of a prescription for life projects.


RESUMO Objetivo: Analisar as perspectivas e práticas dos profissionais envolvidos no planejamento familiar com mulheres em risco reprodutivo por doenças crônicas. Método: Estudo qualitativo no qual foram entrevistados médicos e enfermeiros de centros de atenção primária de um estado da região central do México. As entrevistas foram transcritas e analisadas sob a proposta da Teoria Fundamentada nos Dados. Resultados: As perspectivas e práticas na intervenção em planejamento familiar se enquadram unilateralmente no modelo biomédico. Emergiram três categorias de análise: "A batalha", "Convencer pela imposição", "Vigiar e pegar". Conclusão: É necessário promover competências em interculturalidade, perspectiva de gênero e direitos humanos para tornar a intervenção mais um aconselhamento e menos uma prescrição de projetos de vida.


RESUMEN Objetivo: Analizar las perspectivas y prácticas del personal que interviene en planificación familiar con mujeres en riesgo reproductivo por enfermedades crónicas. Método: Estudio cualitativo, se entrevistó a médicos y enfermeras de centros de primer nivel de atención en un estado en el centro de México. Las entrevistas fueron transcritas y analizadas bajo la propuesta de la Teoría Fundamentada. Resultados: Las perspectivas y prácticas en la intervención en planificación familiar se enmarcan de forma unilateral en el modelo biomédico. Emergieron tres categorías de análisis: "La batalla", "Convencer imponiendo", "Vigilarlas y atraparlas". Conclusión: Es necesario impulsar competencias en materia de interculturalidad, perspectiva de género y derechos humanos, para hacer de la intervención más una consejería y menos una prescripción de proyectos de vida.


Subject(s)
Humans , Qualitative Research , Reproductive Rights , Family Development Planning , Health Knowledge, Attitudes, Practice , Noncommunicable Diseases
13.
Psicol. ciênc. prof ; 43: e264324, 2023. tab
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1529206

ABSTRACT

O estudo teve como objetivo identificar os argumentos da estratégia de persuasão dos discursos apresentados na audiência pública sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental-ADPF 442, realizada em 2018, cujo propósito era discutir sobre a interrupção voluntária da gravidez até a 12ª semana. Para tal, foi realizada uma pesquisa de abordagem qualitativa, analítico-descritiva e documental. O objeto de análise foi o registro da audiência, apresentado em vídeo, disponibilizado na plataforma digital YouTube, e em ata lavrada pelo STF, ambos de acesso público. A partir de uma análise do discurso, identificou-se os argumentos utilizados na estratégia de persuasão, que foram sistematizados em quatro categorias de argumentos para cada um dos dois grupos identificados: o grupo pró e o grupo contra a descriminalização do aborto. As três primeiras categorias, Saúde mental, Direito e Saúde pública, mesmo com diferenças na forma de apresentar o argumento, se repetem nos dois grupos. Todavia, a quarta categoria, Pressupostos, se diferenciou. No grupo pró descriminalização do aborto, apresentou-se como Pressupostos filosóficos e científicos, e no grupo contra, como Pressupostos morais. Por fim, a defesa da saúde mental das mulheres foi o principal argumento numa forma de humanizar o sofrimento vivido pelas que desejam abortar e não encontram o suporte do Estado para assegurar sua dignidade, cidadania e efetiva igualdade, garantidas constitucionalmente.(AU)


The study aimed to identify the arguments of the persuasion strategy of the speeches presented at the public hearing on the Action Against the Violation of Constitutional Fundamental Rights -ADPF 442, held in 2018, whose purpose was to discuss the voluntary interruption of pregnancy until the 12th week. To this end, a qualitative, analytical-descriptive, and documentary research was carried out. The object of analysis was the video recording of the hearing available on the YouTube platform, and in minutes drawn up by the STF, both of which are public. Based on a discourse analysis, the arguments used in the persuasion strategy were identified, which were systematized into four categories of arguments for each of the two identified groups: the group for and the group against the decriminalization of abortion. The first three categories, Mental Health, Law and Public Health, even with differences in the way of presenting the argument, are repeated in both groups. However, the fourth category, Assumptions, differed. In the group for the decriminalization of abortion, it was presented as Philosophical and Scientific Assumptions, whereas the group against, as Moral Assumptions. Finally, the defense of women's mental health was the main argument in a way of humanizing the suffering experienced by those who wish to have an abortion and do not find the support of the State to guarantee their dignity, citizenship, and effective equality, constitutionally guaranteed.(AU)


El estudio tuvo como objetivo identificar los argumentos de la estrategia de persuasión de los discursos presentados en la audiencia pública sobre el Argumento por Incumplimiento de un Percepto Fundamental -ADPF 442, realizada en 2018, con el objetivo de discutir la interrupción voluntaria del embarazo hasta la 12.ª semana. Para ello, se llevó a cabo una investigación cualitativa, analítico-descriptiva y documental. El objeto de análisis fue la grabación de la audiencia, que está disponible en la plataforma digital YouTube, y actas levantadas por el Supremo Tribunal Federal -STF, ambas de acceso público. A partir de un análisis del discurso se identificaron los argumentos utilizados en la estrategia de persuasión, los cuales se sistematizaron en cuatro categorías de argumentos para cada uno de los dos grupos identificados: el grupo pro y el grupo en contra de la despenalización del aborto. Las tres primeras categorías ("salud mental", "derecho" y "salud pública") aún con diferencias en la forma de presentar el argumento se repiten en ambos grupos. Pero difiere la cuarta categoría "supuestos". En el grupo a favor de la despenalización del aborto se presentó como "supuestos filosóficos y científicos", y en el grupo en contra, como "supuestos morales". Finalmente, la defensa de la salud mental de las mujeres fue el principal argumento en un intento por humanizar el sufrimiento que viven aquellas que desean abortar y no encuentran el apoyo del Estado para garantizar su dignidad, ciudadanía e igualdad efectiva, preconizadas por la Constitución.(AU)


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Abortion, Criminal , Mental Health , Abortion , Anxiety , Pain , Parity , Pregnancy, Unwanted , Prejudice , Psychology , Public Policy , Rape , Religion , Reproduction , Safety , Audiovisual Aids , Sex , Sex Education , Sex Offenses , Social Behavior , Suicide , Obstetric Surgical Procedures , Torture , Violence , Public Administration , Unified Health System , Brazil , Pregnancy , Bereavement , Pharmaceutical Preparations , Abortion, Eugenic , Christianity , Women's Health , Patient Compliance , Civil Rights , Negotiating , Abortion, Induced , Condoms , Abortion, Legal , Communications Media , Pregnancy, High-Risk , Pregnancy Reduction, Multifetal , Contraceptive Devices , Contraceptive Devices, Male , Feminism , Life , Advertising , Crime , Personal Autonomy , Patient Rights , Legal Intervention , Death , Information Dissemination , Prenatal Nutritional Physiological Phenomena , Wedge Argument , Beginning of Human Life , Sexology , Depression , Reproductive Rights , Disease Prevention , Family Development Planning , Health of Specific Groups , Violence Against Women , Control and Sanitary Supervision of Equipment and Supplies , Cerebrum , Family Planning Services , Fertilization , Fetal Distress , Health Communication , Fetus , Social Networking , Reproductive Health , Sexual Health , Sexism , Social Discrimination , Help-Seeking Behavior , Public Service Announcements as Topic , Political Activism , Freedom , Sadness , Psychological Distress , Internet Use , Gender Equity , Citizenship , Document Analysis , Guilt , Human Rights , Anencephaly , Love , Mental Disorders , Morale
14.
São Paulo; s.n; 2023. 296 p.
Thesis in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1434567

ABSTRACT

Esta tese investiga os discursos hegemônicos em torno da "questão do aborto" no Brasil contemporâneo, a partir das 50 exposições realizadas na audiência pública sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442. Tal ação, ajuizada pelo Partido Socialismo e Liberdade em março de 2017, propõe a descriminalização do aborto induzido pela própria gestante ou com o seu consentimento, até a 12ª. semana de gravidez. A ADPF 442 deflagrou a convocação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da referida audiência pública, realizada em agosto de 2018 e acompanhada presencialmente pela pesquisadora. O objetivo da pesquisa consiste em examinar a atual configuração das disputas travadas em torno da "questão do aborto" no Brasil, em uma perspectiva socio-histórica. Na primeira parte da tese, reconstituímos as dinâmicas de reprodução social e as políticas reprodutivas (inclusive, mas não apenas, aquelas relativas ao aborto) vigentes desde o período colonial até a democracia liberal contemporânea, através de um extenso levantamento historiográfico sobre o tema. Na segunda parte da tese, nos debruçamos sobre o conteúdo das exposições realizadas na audiência pública, utilizando o método da análise documental. O material empírico da pesquisa é composto pelo registro audiovisual e pela transcrição das exposições - ambos disponibilizados pelo STF. Dentre as 50 exposições, 33 foram favoráveis à ADPF, e 17, contrárias, havendo uma variação significativa na distribuição destas posições entre os quatro campos de enunciação e argumentação identificados, quais sejam: o da saúde, o do direito, o das religiões e o das organizações não governamentais, institutos e associações. Ao longo do processo analítico-interpretativo, buscamos apreender os sentidos e significados (patentes ou ocultos) dos discursos proferidos, nos quais a problemática do aborto aparece imbricada a questões atinentes às esferas da sexualidade, da contracepção, da maternidade, da família, da violência, dos valores morais, dos direitos, entre outras. Organizamos os resultados da análise documental em dois eixos. No primeiro, discutimos as diferentes maneiras como os atores políticos em cena enquadram a sua posição em relação à descriminalização do aborto em termos de uma batalha pela vida e contra a morte. Enquanto no campo favorável à ADPF esse embate entre morte e vida focaliza as condições concretas e desiguais sob as quais diferentes grupos de mulheres vivenciam a sexualidade e a reprodução, no campo contrário à ADPF a defesa da "inviolabilidade da vida desde a concepção" se dá de forma abstrata, como uma verdade autoevidente, incontestável e universal, completamente alheia aos percursos que levam a uma gravidez imprevista e aos dilemas enfrentados pelas mulheres que se deparam com tal situação. O segundo eixo analítico aborda as distintas noções - unitárias ou plurais - (re)produzidas na audiência a respeito da(s) mulher(es), família(s) e (não) maternidade(s). Nesta seara, os atores favoráveis à ADPF defendem a descriminalização do aborto como um dos elementos necessários à promoção da justiça social, indissociável de um conjunto de políticas públicas integrais, equânimes e universais, ao passo que os atores contrários à ação tendem a manifestar expectativas, preconceitos, prescrições e interdições centrais a uma agenda de restauração moral exacerbada no atual cenário político brasileiro.


This thesis investigates the hegemonic discourses around the "abortion issue" in contemporary Brazil, based on the 50 exhibitions held at the public hearing on the Fundamental Precept Noncompliance Claim (ADPF) 442. This action, filed by the Socialism and Freedom Party in March 2017, proposes the decriminalization of abortion induced by the pregnant woman herself or with her consent, until the 12th. week of pregnancy. ADPF 442 triggered the convening, by the Supreme Court (STF), of the aforementioned public hearing, held in August 2018 and accompanied in person by the researcher. The objective of the research is to examine the current configuration of disputes around the "issue of abortion" in Brazil, from a socio-historical perspective. In the first part of the thesis, we reconstruct the dynamics of social reproduction and the reproductive policies (including, but not limited to, those related to abortion) in force from the colonial period to contemporary liberal democracy, through an extensive historiographical survey on the subject. In the second part of the thesis, we focus on the content of the exhibitions held at the public hearing, using the method of document analysis. The empirical material of the research consists of the audiovisual record and the transcript of the exhibitions - both made available by the STF. Among the 50 expositions, 33 were in favor of ADPF, and 17 were against it, with a significant variation in the distribution of these positions among the four identified fields of enunciation and argumentation, namely: health, law, religions and non-governmental organizations, institutes and associations. Throughout the analytical-interpretative process, we seeked to apprehend the senses and meanings (patent or hidden) of the speeches, in which the issue of abortion appears intertwined with issues related to the spheres of sexuality, contraception, motherhood, family, violence , moral values, rights, among others. We organized the results of the document analysis into two axes. In the first one, we discuss the different ways in which political actors on the scene frame their position on the decriminalization of abortion in terms of a battle for life and against death. While in the field favorable to ADPF this clash between death and life focuses on the concrete and unequal conditions under which different groups of women experience sexuality and reproduction, in the field contrary to ADPF the defense of the "inviolability of life from conception" takes place abstractly, as a self-evident, indisputable and universal truth, completely alien to the paths that lead to an unforeseen pregnancy and to the dilemmas faced by women who are faced with such a situation. The second analytical axis addresses the different notions - unitary or plural - (re)produced in the audience regarding women, family(ies) and (non)maternity(ies). In this field, the actors in favor of ADPF defend the decriminalization of abortion as one of the necessary elements to promote social justice, inseparable from a set of integral, equitable and universal public policies, while the actors opposed to the action tend to express expectations, prejudices, prescriptions and interdictions central to an agenda of moral restoration exacerbated in the current Brazilian political scenario.


Subject(s)
Health Law , Reproductive Rights , Abortion , Maternal Health , Abortion, Legal , Contraception
16.
Psicol. ciênc. prof ; 43: e250951, 2023.
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1448948

ABSTRACT

Este artigo tem por objetivo identificar e discutir alguns estratagemas psicológicos utilizados por movimentos conservadores e autoritários recentemente difundidos no Brasil - em especial, pelo Movimento Escola sem Partido -, em relação a temas como sexualidade e gênero, que atualmente foram incluídos como essenciais à formação escolar. Com esse propósito, empenhamo-nos em compreender a perspectiva cultural em que se apoiam e o modo como a articulam, ideologicamente, para inviabilizar o debate sobre eles. A partir da análise dos Projetos de Lei 246/2019 e 1859/2015, identificamos estratégias conservadoras que, autoritariamente, deslegitimam sua inclusão na formação escolar. Dentre elas, pareceu-nos urgente investigar a instrumentalização da religião, pois favorece a subordinação da crença religiosa, sobretudo associada ao conservadorismo moral imbricado na tradição cristã brasileira, ao discurso político autoritário. Assim como os movimentos fascistas que, nos Estados Unidos da década de 1930, reivindicavam um ordenamento autoritário e opressor da sociedade por meio do apelo a conteúdos religiosos instrumentalizados para esse fim, atualmente, o discurso religioso também é utilizado como forma de suscitar adesão ao conservadorismo social e político e de justificar preconceitos arraigados. Constatamos que a instrumentalização da religião é uma forma de justificar a permanência de valores conservadores na escola e na sociedade, bem como de reiterar o modelo de família heterossexual monogâmica e a ordem patriarcal. Por meio de estratagemas como esses, os movimentos conservadores e autoritários, articulados em função da negação da diversidade sexual e de gênero, impedem que a escola se constitua como espaço democrático e diverso.(AU)


This paper identifies and discusses the psychological ploys employed by recent conservative and authoritarian movements in Brazil, particularly the School without Party movement, against topics like sexuality and gender, which are currently included as essential to school education. To do so, we sought to understand their cultural basis and how they are ideologically articulated to prevent school debate around these topics. By analyzing Bills 246/2019 and 1859/2015, we identified some conservative strategies that authoritatively delegitimize their inclusion in school education. Chief among them is the instrumentalization of religion, since it favors subordinating religious belief, mainly associated with traditional Christian moral conservatism, to authoritarian political discourse. Similar to the fascist movements in the 1930s United States that claimed an authoritarian and oppressive ordering of society by appealing to religious content, religious speech is currently instrumentalized to encourage social and political conservatism adherence and to justify deep-seated prejudices. Religion instrumentalization is used to justify upholding conservative values at school and in society, as well as to reiterate the monogamous heterosexual family model and patriarchy. Through such ploys, authoritarian and conservative movements, articulated around denying sexual and gender diversity, prevent the school from becoming a democratic and diverse environment.(AU)


Este artículo tiene por objetivo identificar y discutir algunas de las estratagemas psicológicas que utilizan los movimientos conservadores y autoritarios, difundidas recientemente en Brasil, en particular por el Movimiento Escuela sin Partido, con relación a temas como sexualidad y género, que actualmente se incluyeron en la formación escolar. Con este propósito, se pretende comprender la base cultural en la que se han apoyado y cómo la articulan ideológicamente para hacer inviable el debate sobre ellas. A partir de análisis de los Proyectos de Ley 246/2019 y 1859/2015, se identificaron estrategias conservadoras que, autoritariamente, deslegitiman la inclusión de estos temas en la formación escolar. Entre ellas, parece urgente analizar la instrumentalización de la religión, porque favorece la subordinación de la creencia religiosa al discurso político autoritario, sobre todo asociada al conservadurismo moral presente en las vertientes del cristianismo brasileño. Al igual que los movimientos fascistas en los Estados Unidos en los años 1930 que reivindicaban una planificación autoritaria de la sociedad mediante un llamado a contenidos religiosos instrumentalizados, actualmente se utiliza el discurso religioso como forma de promover la adhesión al conservadurismo social y político y de justificar los prejuicios. Se constata que la instrumentalización de la religión es un modo de justificar la permanencia de valores conservadores en la escuela, así como de confirmar el modelo de familia heterosexual monógama y el orden patriarcal. Estos estratagemas que son utilizados por los movimientos conservadores y autoritarios, articulados en función de la negación de la diversidad sexual y de género, impiden que la escuela sea democrática y diversa.(AU)


Subject(s)
Humans , Male , Female , Politics , Religion , Schools , Sexuality , Gender Identity , Political Systems , Psychology , Psychology, Social , Public Policy , Rationalization , Role , Science , Sex Education , Authoritarianism , Social Class , Social Environment , Social Security , Socioeconomic Factors , Stereotyping , Teaching , Thinking , Transsexualism , Mainstreaming, Education , Bisexuality , Technological Development , Mental Health , Ethics Committees , Communism , Cultural Diversity , Feminism , Life , Address , Modernization of the Public Sector , Culture , Capitalism , Public Power , Delivery of Health Care , Democracy , Protestantism , Racial Groups , Reproductive Rights , Economics , Education , Education, Professional , Educational Status , Methodology as a Subject , Population Studies in Public Health , Reproductive Health , Sexism , Mentoring , Fascism , Political Activism , Interdisciplinary Placement , Ethnocentrism , Extremism , Social Oppression , Gender Mainstreaming , Sexual Vulnerability , Gender Norms , Gender Binarism , Gender Studies , Gender-Inclusive Policies , Respect , Public Nondiscrimination Policies , Freedom of Religion , COVID-19 , Government , Hierarchy, Social , Human Rights , Individuality , Lobbying , Morals
17.
Psicol. ciênc. prof ; 43: e243741, 2023.
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1431125

ABSTRACT

Este artigo reflete sobre os modos como a cisnormatividade, conceito impulsionado pelos transfeminismos, tem auxiliado na composição da psicologia de maneira histórica. Ao elaborar uma crítica sobre como a violência de gênero está expressivamente presente no território brasileiro, discute-se como tem sido pensada a saúde mental, esfera que, uma vez inserida nesse contexto mais amplo, está sendo convocada a produzir saídas criativas em relação aos sujeitos que são alvo de discriminações transfóbicas. Na busca de deslocar o olhar do indivíduo para o social, foi realizado um estudo bibliográfico para investigar os diferentes impactos que a cisnormatividade opera em nossos currículos psicológicos, gerando efeitos na prática e na própria profissão. A aposta está em reconhecer outras epistemologias como projetos éticos e políticos a uma psicologia contemporânea, e a contribuição transfeminista a "outra" clínica. É nesse sentido que este trabalho se destina a pensar um modo de cuidado que esteja baseado na singularidade, mas que, ao mesmo tempo, seja capaz de dedicar alguma atenção ao paradigma normativo que nos guia como terapeutas.(AU)


This article reflects on the ways that cisnormativity, a concept boosted by transfeminisms, has played a historical role in the composition of psychology. Elaborating a criticism on how gender violence is expressively present in the Brazilian territory, we discuss how mental health is conceived, a sphere that, inserted in this wider context, is invited to create creative solutions related to the subjects who are the target of transphobic discrimination. Trying to shift the focus from the individual to the collective, a bibliographical study was conducted to recognize the different impacts that cisnormativity has in our psychological curriculums, having effects on the practice and on the profession itself. The goal is to recognize other epistemologies as ethical and political projects for contemporary psychology and the transfeminist contribution to "another" clinic. It is in this sense that this work aims to think about a form of care that is based on singularity, but that can also pay attention to the normative paradigm that guides us as therapists.(AU)


Este artículo reflexiona sobre las formas en que la cisnormatividad, un concepto impulsado por los transfeminismos, ha tenido un papel en la composición de la psicología de manera histórica. Al elaborar una crítica sobre como la violencia de género está expresamente presente en el territorio brasileño, se discute cómo se ha pensado la salud mental, dominio que, una vez insertado en este contexto más amplio, es convocado a producir soluciones creativas con relación a los sujetos que son objeto de discriminación transfóbica. Al desviar el enfoque del individuo hacia lo social, se realizó un estudio bibliográfico para investigar los diferentes impactos que tiene la cisnormatividad en nuestros planes de estudios psicológicos, generando efectos en la práctica y en la propia profesión. El foco está en reconocer otras epistemologías como proyectos éticos y políticos para la psicología contemporánea y la contribución transfeminista a una "otra" clínica. En este sentido, este trabajo pretende pensar en una forma de cuidado que se basa en la singularidad, al mismo tiempo que sea capaz de dedicar cierta atención al paradigma normativo que a nosotras nos guía como terapeutas.(AU)


Subject(s)
Humans , Male , Female , Psychology , Feminism , Sexism , Hospitals , Anxiety , Prejudice , Psychiatry , Psychoanalysis , Psychology, Social , Psychosexual Development , Religion , Reproduction , Reproductive and Urinary Physiological Phenomena , Science , Self Concept , Sex , Sexual Behavior , Sex Offenses , Social Adjustment , Social Change , Social Justice , Social Problems , Therapeutics , Transsexualism , Transvestism , Behavior and Behavior Mechanisms , Biology , Body Image , Adaptation, Psychological , Sex Characteristics , Civil Rights , Cultural Diversity , Sexuality , Address , Heterosexuality , Dehumanization , Aggression , Racial Groups , Sexual Development , Reproductive Rights , Gender and Health , Mental Health Assistance , Existentialism , Femininity , Masculinity , Sex Reassignment Procedures , Sex Reassignment Surgery , Sexual Health , Homophobia , Transgender Persons , Social Norms , Help-Seeking Behavior , Gender Dysphoria , Sexual and Gender Minorities , Social Construction of Gender , Cisgender Persons , Gender Binarism , Androcentrism , Gender Stereotyping , Gender Studies , Freedom , Respect , Psychological Distress , Empowerment , Intersex Persons , Psychosocial Intervention , Gender Equity , Gender Role , Genitalia , Health Disparate, Minority and Vulnerable Populations , Citizenship , Guilt , Hate , Hostility , Identity Crisis , Individuation , Morale
18.
Estud. pesqui. psicol. (Impr.) ; 22(4): 1663-1686, dez. 2022.
Article in English, Spanish, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1428541

ABSTRACT

O trabalho em saúde no campo do HIV/Aids requer uma abordagem interdisciplinar e tem como desafios fundamentais a adesão da população aos métodos e medidas de prevenção e tratamento, assim como a efetivação do acesso e da integralidade na assistência, o enfrentamento à discriminação e à estigmatização das populações-chave e das pessoas que vivem com HIV. Além disso, ele mobiliza questões complexas relacionados à sexualidade e ao exercício da autonomia cidadã. Tendo isso em vista, analisamos neste trabalho dezoito protocolos clínicos que instruem a atuação profissional na assistência ao HIV/Aids, pautando temas a serem abordados e procedimentos para qualificar o atendimento. Realizamos uma revisão integrativa buscando elucidar o entendimento dos diretos sexuais e reprodutivos presente nestes documentos. Com a síntese dos resultados obtidos, organizamos três categorias a partir das quais são desenvolvidos a temática dos direitos sexuais e reprodutivos: vulnerabilidade; autonomia; gênero e diversidade sexual. Concluímos que os tópicos da vulnerabilidade, reiteradamente abordado, e da sexualidade, que coloca progressivamente em questão a desnaturalização dos papéis sociais de gênero, buscam convergir aspectos sociais, culturais e individuais, indicando um aprimoramento das práticas de promoção de autonomia e a efetivação dos direitos sexuais e reprodutivos na assistência ao HIV/Aids.


Health work in the field of HIV/AIDS requires an interdisciplinary approach and has as fundamental challenges the population's adherence to prevention and treatment methods and measures, as well as the effective access and integrality in assistance, and the struggle against discrimination and stigmatization of key-populations and people living with HIV. In addition, it mobilizes complex issues related to sexuality and the exercise of citizenship autonomy. Considering this, we analyzed in this work eighteen clinical protocols that guide professional performance in HIV/AIDS care, organizing themes and procedures to qualify the care. We performed an integrative review to elucidate the understanding of sexual and reproductive rights present in these documents. With the synthesis of the results obtained, we organized three categories from which the theme of sexual and reproductive rights is developed: vulnerability; autonomy; gender and sexual diversity. We conclude that the topics of vulnerability, repeatedly addressed, and sexuality, which progressively questions the naturalization of social gender roles, try to converge social, cultural and individual aspects, indicating an improvement of practices that promotes sexual and reproductive autonomy and enforcement of rights in HIV/AIDS care.


El trabajo en salud en el campo del VIH/SIDA requiere un abordaje interdisciplinario y tiene como desafíos fundamentales la adhesión de la población a los métodos y medidas de prevención y tratamiento, así como el acceso efectivo y la atención integral, combatiendo la discriminación y estigmatización de las poblaciones-clave y de las personas que viven con el VIH. Además, moviliza temas complejos relacionados con la sexualidad y el ejercicio de la autonomía ciudadana. Considerando eso, analizamos dieciocho protocolos clínicos que orientan la actuación profesional en la atención al VIH/SIDA, orientando temas a ser abordados y procedimientos para calificar la atención. Realizamos una revisión integrativa buscando elucidar la comprensión de los derechos sexuales y reproductivos presente en estos documentos. Con la síntesis de los resultados obtenidos, organizamos tres categorías con las cuales se desarrolla la temática de los derechos sexuales y reproductivos: vulnerabilidad; autonomía; género y diversidad sexual. Concluimos que los temas vulnerabilidad, repetidamente abordado, y sexualidad, que progresivamente cuestiona la naturalización de los roles sociales de género, buscan converger aspectos sociales, culturales e individuales, indicando una mejora de las prácticas de promoción de la autonomía y la efectuación de los derechos sexuales y reproductivos en la atención del VIH/SIDA.


Subject(s)
Humans , Attitude of Health Personnel , Clinical Protocols , Acquired Immunodeficiency Syndrome , HIV , Reproductive Rights , Sexual Health , Brazil , Health Personnel , Health Vulnerability , Gender Diversity , Gender Identity , Health Policy
19.
Ciudad de Buenos Aires; GCBA. Ministerio de Salud; oct. 2022. 56 p. tab, graf.
Monography in Spanish | LILACS, InstitutionalDB, BINACIS, UNISALUD | ID: biblio-1513082

ABSTRACT

Para esta edición del informe, se realizó un corte de los indicadores que permitan detenerse en el período 2016-2021, con la intención de recuperar el significado del trabajo de monitoreo y evaluación, al que se entiende con cuatro objetivos o sentidos complementarios: a. facilitar la toma de decisiones para la planificación de actividades y estimación de insumos con sustento; b. visibilizar y valorar el trabajo cotidiano de los equipos; c. evaluar cada cierto tiempo en qué medida el accionar permanente del trabajo ha generado cambios en la realidad y la necesidad de producir cambios donde fuera preciso; y d. brindar una herramienta que se confía sea de utilidad para los diferentes actores estatales y de la sociedad civil involucrados e interesados en conocer los logros y desafíos de la política. (AU)


Subject(s)
Health Statistics , Reproductive Health Services/supply & distribution , Reproductive Health Services/statistics & numerical data , Reproductive Rights/trends , Reproductive Health/trends , Reproductive Health/statistics & numerical data
20.
Rev. chil. obstet. ginecol. (En línea) ; 87(2): 137-144, abr. 2022.
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-1388719

ABSTRACT

Resumen La calidad de la atención obstétrica hoy no solo se limita a tener profesionales con competencias técnicas basadas en evidencia científica, sino que incluye la atención centrada en la mujer, persona gestante y su familia, como expresión del respeto de sus derechos humanos. Este artículo revisa cómo el tema ha sido abordado globalmente y nacionalmente desde la Conferencia de Fortaleza en 1985 hasta la presentación reciente de proyectos de ley en el parlamento chileno.


Abstract Obstetric quality of care today means not only having skilled providers with evidence-based competences but it includes woman, pregnant person and family-centered reproductive health as expression of respect of their human rights. This article reviews how this issue has been approached in a global and national level since Fortaleza Conference in 1985 until recent bills of law proposed before Chilean parliament.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Quality of Health Care , Reproductive Rights/legislation & jurisprudence , Hospitals, Maternity , Patient-Centered Care , Obstetric Violence/legislation & jurisprudence , Human Rights , Obstetrics
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