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Repercussões da violência na saúde mental de trabalhadores do Programa Saúde da Família / Repercussions of violence on the mental health of workers of the Family Health Program
Lancman, Selma; Ghirardi, Maria Isabel Garcez; Castro, Eliane Dias de; Tuacek, Tatiana Amodeo.
Afiliação
  • Lancman, Selma; Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. São Paulo. Brasil
  • Ghirardi, Maria Isabel Garcez; Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. São Paulo. Brasil
  • Castro, Eliane Dias de; Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. São Paulo. Brasil
  • Tuacek, Tatiana Amodeo; Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. São Paulo. Brasil
Rev. saúde pública ; 43(4): 682-688, ago. 2009. tab
Artigo em Português | LILACS-Express | CidSaúde - Cidades saudáveis | ID: cid-61059
Biblioteca responsável: BR67.1
Localização: BR67.1
ABSTRACT

OBJETIVO:

Descrever formas de violência externa e indireta que afetam a saúde mental de trabalhadores de programa de saúde da família, bem como as estratégias desenvolvidas pelos trabalhadores para viabilizar seu trabalho e se proteger psicologicamente.

MÉTODOS:

Estudo qualitativo do processo de trabalho no Programa Saúde da Família, realizado nos municípios de São Paulo, Ribeirão Preto e Embu (SP), em 2005. Foi utilizada a abordagem teórica da psicodinâmica do trabalho, que propõe a criação de grupos de reflexão com os trabalhadores. Buscou-se identificar aspectos subjetivos do trabalho, situações de sofrimento psíquico e estratégias utilizadas pelos trabalhadores para lidar com o sofrimento e continuar a trabalhar.

RESULTADOS:

A organização do trabalho no Programa expôs os trabalhadores a situações de violência, por vezes invisível; sentimentos de impotência frente às situações de precariedade; não-reconhecimento dos esforços realizados; falta de fronteiras entre aspectos profissionais e pessoais; convívio intenso com situações de violência doméstica e social; medo do risco de exposição; sensação de integridade moral e física ameaçadas e temor de represália. Foram observadas situações de sofrimento psíquico decorrente da violência no trabalho, intensificados no Programa Saúde da Família pelo convívio cotidiano com situações de violência que geram medo e sentimento de vulnerabilidade.

CONCLUSÕES:

As repercussões psicológicas geradas pela violência no trabalho, nem sempre expressas sob a forma de transtornos psíquicos, foram observadas em situações de elevado sofrimento. Os trabalhadores desenvolvem estratégias para minimizar esse sofrimento, se protegem psiquicamente e continuam a trabalhar; buscam construir redes de solidariedade e de proteção com a população visando à diminuição da vulnerabilidade. Aprendem, na experiência acumulada, a detectar situações de risco evitando aquelas que acreditam serem ameaçadoras.(AU)
Assuntos
Texto completo: Disponível Coleções: Bases de dados temática Base de dados: CidSaúde - Cidades saudáveis Assunto principal: Estresse Psicológico / Violência / Saúde Mental / Saúde do Trabalhador / 36397 / Mão de Obra em Saúde / Satisfação no Emprego Tipo de estudo: Pesquisa qualitativa Limite: Humanos Idioma: Português Revista: Rev. saúde pública Ano de publicação: 2009 Tipo de documento: Artigo Instituição/País de afiliação: Universidade de São Paulo/Brasil
Texto completo: Disponível Coleções: Bases de dados temática Base de dados: CidSaúde - Cidades saudáveis Assunto principal: Estresse Psicológico / Violência / Saúde Mental / Saúde do Trabalhador / 36397 / Mão de Obra em Saúde / Satisfação no Emprego Tipo de estudo: Pesquisa qualitativa Limite: Humanos Idioma: Português Revista: Rev. saúde pública Ano de publicação: 2009 Tipo de documento: Artigo Instituição/País de afiliação: Universidade de São Paulo/Brasil
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