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Contratransferência em psicoterapia e psiquiatria hoje / Countertransference in psychotherapy and psychiatry today
Zaslavsky, Jacó; Santos, Manuel J. Pires dos.
Afiliação
  • Zaslavsky, Jacó; Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal. Porto Alegre. BR
  • Santos, Manuel J. Pires dos; Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal. Porto Alegre. BR
Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul ; 27(3): 293-301, set.-dez. 2005.
Artigo em Português | LILACS-Express | LILACS | ID: lil-422069
Biblioteca responsável: BR1.1
RESUMO
Os autores procuram demonstrar que, embora ainda existam diferenças entre as diversas escolas teóricas da psicanálise, uma estreita área de convergência emergiu relativa à utilidade da contratransferência como elemento técnico para compreender o paciente. A contratransferência está incluída na técnica psicanalítica, seja com a denominação original (contratransferência propriamente dita), seja em algum conceito correlato que a inclui como identificação projetiva, campo analítico, role-responsiveness, enactment (encenação), intersubjetividade e terceiro analítico, personagem e histórias possíveis, etc. Tornou-se um conceito a partir do qual outros conceitos se constroem. Seu significado não se prende apenas à técnica, no entanto. A teoria psicanalítica muda a partir dele, tornando-se uma teoria da dupla, ou do vínculo, isto é, dos fenômenos que ocorrem no par analítico, e não mais apenas no paciente. Há, nesse sentido, uma mudança do próprio paradigma, na medida em que os fatos agora se referem não mais a um indivíduo, mas a uma interação entre dois indivíduos, só sendo compreendida enquanto produto daqueles dois. O que era uma psicologia de um torna-se uma psicologia do vínculo que une dois. É enfatizado como este elemento da técnica pode ser útil em psiquiatria, psicoterapia e psicanálise. A utilização da medicação, sua aceitação ou não e a aderência ao tratamento podem ser compreendidas de forma mais completa se o psiquiatra usar de seus sentimentos e buscar entender o vínculo que se estabeleceu entre ele e seu paciente, seja ele psicótico, borderline ou neurótico. Os autores concluem que a contratransferência não se refere apenas aos sentimentos do terapeuta na sessão, mas significa a utilização, de forma ampla, da subjetividade do próprio analista/terapeuta/clínico para a compreensão mais ampla e profunda do seu paciente, de um modo mais completo, por abarcar não somente fenômenos visíveis à superfície, mas, principalmente, por incluir sentimentos e significados que jazem no âmago inconsciente de cada indivíduo, ocultos, obscuros, mas determinantes e definidores de seu comportamento.
Texto completo: Disponível Coleções: Bases de dados internacionais Base de dados: LILACS Idioma: Português Revista: Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul Assunto da revista: Psiquiatria Ano de publicação: 2005 Tipo de documento: Artigo País de afiliação: Brasil Instituição/País de afiliação: Universidade Federal do Rio Grande do Sul/BR

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