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1.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45566

RESUMO

As infecções oculares têm como agentes etiológicos vírus, bactérias, fungos e parasitas.  Apresentam-se com diferentes manifestações clínicas, dependendo do tecido ou da estrutura ocular comprometida. As principais manifestações clínicas estão apresentadas no Quadro 1.

Quadro 1. Agentes Etiológicos e Manifestações Clínicas

Conjuntivites virais causam aproximadamente 80% dos casos de conjuntivite infecciosa aguda em adultos, mas menos de 20% em crianças. Os adenovírus são responsáveis por 65 a 90% dos casos e o tratamento é de suporte. A conjuntivite bacteriana é potencialmente mais grave ocorrendo principalmente em crianças. A principal causa de cegueira é decorrente da infecção pela bactéria Chlamydia trachomatis tracoma.
 
Ceratites se manifestam clinicamente como um processo inflamatório e úlceras de córnea, que podem ser causadas por infecções virais – mais comum o herpes simples e herpes zoster, e infecções microbianas (bacterianas, fúngicas ou parasitárias).  A ceratite microbiana é quinta principal causa de cegueira em todo o mundo.
 
Endoftalmite pode ter causa endógena que é resultante da bacteremia ou fungemia ou   exógena decorrente a contaminação após cirurgia ocular, injeções intravítreas, trauma penetrante ou ceratite.
Uveíte infeciosa é uma importante causa de cegueira em todo o mundo. Mais de 50% dos casos de uveíte posterior são devidos a infecção. A toxoplasmose é o agente etiológico mais frequente.
                                   


Assuntos
Infecções Oculares
2.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45563

RESUMO

Em relação à dosagem de etinilestradiol (EE) e tipo de progestagênios que compõem os anticoncepcionais combinados orais (ACO), são classificados em: Primeira geração, 1960 – Formulações com alta dosagem de EE ≥ 50 µg; Segunda geração, 1970 – Média e baixa dosagem de EE, de 20 a30 µg associado com levonorgestrel; Terceira geração, 1990 – EE 15 a20 µg associado com Desogestrel ou Gestodeno; Quarta geração, 2000 – EE 20 a30 µg associado a Drospirenona; Formulações de EE 35 µg associado ao  progestagênio antiandrogênico (acetato de ciproterona ou drospirenona).   ACO de primeira geração apresenta efeitos adversos intensos (edema nas mamas, cefaleia, aumento do peso, distúrbios vasculares), comparados aos de 2ª geração. O ACO de terceira geração tem efeitos colaterais menores, comparado aos de primeira e segunda gerações. Etinilestradiol induz a alterações significativas no sistema de coagulação, culminando com aumento da geração de trombina, fibrinogênio e redução dos inibidores naturais de coagulação. O risco de trombose venosa (TEV) e trombose arterial (TA) é dependente da dosagem de EE. A alta dosagem de EE (≥50 µg) dos ACO de primeira geração está associada a um aumento de duas vezes no risco de TEV quando comparada à com baixa dosagem desse hormônio (<50µg) dos ACO segunda e terceira geração. A associação entre ACO e tromboses arteriais pode ocorrer principalmente em mulheres já com fatores de risco  cardiovasculares  (tabagismo, hipertensão arterial, diabetes e hipercolesterolemia), podendo ser causa de um infarto agudo do miocárdio –  IAM. As causas de IAM nas usuárias de ACO são trombóticas e não ateroscleróticas, podendo ser atribuídas aos efeitos pró-trombóticos dos ACO.  


Assuntos
Anticoncepcionais , Eficácia de Contraceptivos , Planejamento Familiar
3.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45549

RESUMO

Na abordagem diagnóstica inicial em pacientes com plaquetopenia, isto é, número de plaquetas <150 x 103/μL, recomenda-se avaliar história familiar, histórico médico ( outras doenças hematológicas), história de transfusão, viagens recentes. As principais causas de plaquetopenia são: pseudoplaquetopenia, uso de medicamentos, deficiência nutricional, infecções, doenças hepáticas, reumatológicas ou autoimune. É importante estar atento ao fato de que na gravidez pode ocorrer plaquetopenia fisiológica, devido a hemodiluição.


Assuntos
Trombocitopenia/diagnóstico
4.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45543

RESUMO

A Síndrome do Estresse Tibial Medial (SETM) é decorrente das lesões que ocorrem no osso da canela, a tíbia, por isso é popularmente chamada de canelite. Se apresenta, clinicamente, como uma dor intensa na porção interna (medial) da tíbia, podendo estender-se do seu terço médio até próximo ao tornozelo. Ocorre durante ou após exercícios de impacto, principalmente a corrida, e, geralmente, as dores aparecem após mudanças abruptas na atividade física. No diagnóstico por imagem, o exame de RX normalmente não revela qualquer alteração óssea na SETM. O exame mais sensível e específico é a ressonância magnética que demonstra facilmente a lesão periosteal e o edema ósseo, além de diferenciar a síndrome do estresse tibial medial da fratura de estresse da tíbia. As lesões evidenciadas são edema periosteal, edema medular, lesão cortical óssea e fratura cortical.


Assuntos
Síndrome do Estresse Tibial Medial
5.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45537

RESUMO

A PQT-U ( poliquimioterapia única) para o tratamento da Hanseníase deverá ser interrompida após a administração de 12 doses mensais supervisionadas em um intervalo de até 18 meses para os casos multibacilares, momento em que os pacientes deverão receber alta por cura. Observe que não se trata de extensão do tratamento, é uma extensão do prazo para que as 12 doses mensais supervisionadas sejam administradas(1).


Assuntos
Hanseníase , Duração da Terapia
6.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45533

RESUMO

A talidomida , resguardando suas contraindicações, é utilizada para o tratamento das reações hansênicas do tipo 2. É um agente imunomodulador, com espectro de ação não completamente compreendido, podendo estar relacionado à supressão da produção do fator de necrose tumoral (TNF-a), a efeitos nas interleucinas e no interferon (IFN-y), à infrarregulação de algumas moléculas de adesão da superfície celular envolvidas na migração de leucócitos e a mudanças nas proporções de linfócitos CD4+ (células T auxiliares) e CD8+ (células T citotóxicas). Sabe-se ainda que a talidomida inibe a quimiotaxia dos neutrófilos. O medicamento leva ao decréscimo da infiltração dérmica de neutrófilos e células T, além da redução de níveis de TNF-a em pacientes com reação hansênica do tipo 2 . Foi demonstrado que a talidomida inibe a angiogênese induzida pelo fator de crescimento fibroblástico básico (bFGF). Todavia, não é possível identificar um mecanismo dominante único, visto que a ação das citocinas e a grande variedade de efeitos da talidomida parecem ser complexos(1).


Assuntos
Hanseníase/tratamento farmacológico , Talidomida
7.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45519

RESUMO

Quando a FA apresentar escore CHA2DS2-Vasc maior ou igual a 1 tem indicação de anticoagulação adequada. A grande vantagem do escore CHA2DS2-Vasc é que pacientes com escore zero não necessitam anticoagulação, pois o risco de complicação trombótica, neste caso, é muito baixo. Para os casos de risco intermediário, com escore de 1, podemos usar AAS puro ou combinado com clopidrogel por período não superior a um ano. O manejo efetivo das comorbidades subjacentes é sempre importante.


Assuntos
Fibrilação Atrial , Anticoagulantes , Demência
8.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45449

RESUMO

O tratamento medicamentoso se baseia no uso de broncodilatadores por via inalatória, os quais proporcionam alívio sintomático, minimiza a perda da função pulmonar, o risco de agudizações e a evolução da DPOC. Em 2023, a Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease apresentou uma nova classificação para embasar o tratamento (Figura 1).
Figura 1. Tratamento farmacológico inicial.

*O uso de equipamento inalatório único é mais efetivo do que múltiplos inaladores.
Legendas: mMRC: Escala modificada de dispneia. LAMA: Broncodilatadores antagonistas muscarínicos de longa ação. LABA: Broncodilatadores beta agonistas de longa ação. ICS: corticosteroides inalados.  eos: Eosinófilos.
FONTE: Augusti A, 2023  

Grupo A: Paciente Grau 0 ou 1, de acordo com a Escala Modificada de Dispneia (mMRC; Quadro 1), pouco sintomático tratar em monoterapia com LAMA, broncodilatadores anticolinérgicos de longa duração, como o aclidínio , o glicopirrónio , o tiotrópio  e o umeclidínio. Os efeitos adversos mais frequentes com os LAMA são xerostomia, uropatia obstrutiva e glaucoma de ângulo fechado.
Grupo B: Paciente GRAU 2 ou +, na escala mMRC,, com doença moderada ou grave e sintomas persistentes, devem ser tratados, para tratamento de manutenção com LABA (β2-agonistas de longa duração de ação), como salmeterol, formoterol, vilanterol, olodaterol, em associação com os LAMA, com objetivo de  melhorar o controle dos sintomas, favorecer a adesão ao tratamento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A Associação de LAMA e LABA num único veículo farmacêutico facilita o tratamento e atualmente é recomendada por ser mais efetiva do que a monoterapia, com efeitos colaterais similares. Os efeitos colaterais dos LABA são ansiedade, tremor, palpitações e hipocaliemia.
Grupo E:  Paciente GRAU 2 ou +, na escala mMRC, com asma associada, eosinofilia acima de 300 eosinófilos por mm cúbico no sangue periférico e pacientes com exacerbações frequentes e/ou graves, apesar do tratamento com LAMA+LABA, considerar associação dos broncodilatadores com o corticoide inalado (ICS). Não é recomendado a associação com corticoide com o nível de eosinófilos abaixo de 100 eosinófilos por mm cúbico, pois o uso desta associação, apresenta risco acrescido de pneumonia. Está documentado um maior benefício na utilização de ICS nos ex-fumantes.
Quadro 1. Escala Modificada de Dispneia – Medical Research Council (mMRC)

O tratamento não medicamentoso se inicia com a identificação e a redução da exposição a fatores de risco, avaliação do estado nutricional e da função musculoesquelética e orientação para atividades físicas.


Assuntos
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica/tratamento farmacológico , Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica/terapia , Atenção Primária à Saúde
9.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45435

RESUMO

O Ministério da Saúde 2023, recomendou, em nota técnica da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, a inserção do Dispositivo Intrauterino (DIU) por enfermeiros e médicos no âmbito do planejamento familiar e reprodutivo facilitando o acesso das mulheres aos direitos reprodutivos. É recomendado haver articulação junto aos setores envolvidos no município, como Secretaria Municipal de Saúde, Conselho Regional de Enfermagem e Conselho Regional de Medicina para a elaboração de protocolo assistencial multiprofissional favorecendo o cuidado prestado de forma holística, humanizada e integral, minimizando complicações.


Assuntos
Dispositivos Intrauterinos , Padrões de Prática em Enfermagem , Atenção Primária à Saúde
10.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45425

RESUMO

A vacina surge como principal estratégia de profilaxia primária, desempenhando um papel crucial e eficaz na prevenção ao câncer cervical e outras infecções provindas do HPV. Considerando a relação já bem estabelecida entre HPV e câncer de colo uterino, a Organização Mundial da Saúde (OMS), orientou um esquema de vacinação para meninas e mulheres jovens de 9 a 20 anos de idade. As vacinas contra HPV são altamente imunogênicas e são administradas por via intramuscular, resultando em acesso rápido à drenagem dos gânglios linfáticos, e são adjuvadas para induzir um ambiente pró-inflamatório propício ao início de uma forte resposta humoral com memória robusta A eficácia da vacina na diminuição do câncer cervical reduz com o aumento da idade, pois as respostas quantitativas de anticorpos à vacinação são maiores em indivíduos mais jovens, especialmente nas crianças.


Assuntos
Vacinas contra Papillomavirus , Fatores Etários , Neoplasias do Colo do Útero
11.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45418

RESUMO

O tratamento farmacológico utiliza uma combinação de medicamentos para obter melhora da dor, diminuir a rigidez do grupamento muscular e ligamentar e permitir a estabilização funcional da região lombar (Tabela 1). Quando não há sinais de alarme na anamnese, o tratamento para dor lombar crônica inespecífica pode ser iniciado com prescrição de Pregabalina 75 mg 1cp 2 x ao dia.  Associar um AINE, paracetamol ou opioide adjuvante, para controle álgico, até que a medicação comece a fazer efeito.  Os antidepressivos prescritos para o alívio da dor neuropática são, também, utilizados regularmente. Reavaliar resposta dentro de 30 dias para verificar necessidade de ajuste da dose. Iniciar tratamento não farmacológico e reeducação postural o mais breve possível. Manter por pelo menos seis meses e estabelecer retirada progressiva em caso de resposta satisfatória e incentivar manutenção do tratamento não farmacológico, que inclui fisioterapia, ioga, pilates, terapias cognitivo-comportamentais, acupuntura, massoterapia, técnicas de relaxamento progressivo e reeducação postural.

Encaminhamento a um serviço de média complexidade é recomendado nos casos em que há suspeita de patologias graves ou radiculopatia, assim como se não houver melhora após o início do tratamento por 4 a 6 semanas. 


Assuntos
Dor Crônica , Dor Lombar/tratamento farmacológico , Dor Lombar/terapia
12.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45413

RESUMO

Os Protocolos da Atenção Básica para a Atenção Especializada – Endocrinologia e Nefrologia orienta encaminhar:

Cistos/Doença Policística Renal – suspeita de doença policística renal

Diabetes Mellitus – Taxa de Filtração Glomerular (TFG) < 30 ml/min/1,73m³ (Estágio 4 -5 ), Proteinúria (macroalbuminúria), Perda rápida da função renal perda de TFG  (> 5 /min/1,73 m2 em seis meses, com uma TFG < 60 ml / min/1,73 m2 , confirmado em dois exames).

Doença Renal Crônica – TFG < 30 ml /min/1,73m², Proteinúria, Hematúria Persistente confirmada com 2 exames de Urina 1 em 8 semanas.

Alterações Anatômicas que promovem lesão ou perda da função renal.

Perda rápida da função renal (> 5mL [1] /min/1,73 m2 em seis meses, com uma TFG < 60 ml / min/1,73 m2 , confirmado em dois exames)

Presença de cilindros com potencial patológico (céreos, largos, graxos, epiteliais, hemáticos ou leucocitários).

Hipertensão arterial Sistêmica – Suspeita de HAS secundária, Uso de mais de 3 classes de antihipertensivos ja otimizados doses.

Infecção Urinária Recorrente – ITU 3 ou mais episódios nos ultimos 12 meses, após exclusão de causas anatômicas urológicas ou ginecológicas.

Litíase Renal – Nefrolitíase recorrente com causa metabólica identificada e com indicação de tratamento farmacológico que não pode ser realizado na APS. Impossibilidade de investigar etiologia dos cálculos com exame de eletrólitos na urina de 24 horas e exames séricos.


Assuntos
Nefrologia , Atenção Primária à Saúde , Encaminhamento e Consulta
13.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45401

RESUMO

A investigação inicial é fundamental para o manejo de pacientes que apresentam tosse há mais de 8 semanas, pois deve ser voltada para a principal suspeita clínica obtida a partir da anamnese e exame físico do paciente.  Tosse crônica é um diagnóstico de exclusão. As causas comuns de tosse crônica são: Síndrome da Tosse das Vias Aéreas Superiores – STVAS, Asma, Doença do Refluxo Gastroesofágico – DRGE, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – DPOC, tabagismo ativo, uso de inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA).  Outras causas a serem consideradas na tosse crônica: tuberculose, neoplasia pulmonar ou laringe, inalação de corpo estranho, bronquite eosinofílica, bronquiectasias, doenças intersticiais e tosse psicogênica. Os pacientes devem ser acompanhados dentro de 4-6 semanas após a avaliação inicial. Se a tosse persistir, uma consulta de acompanhamento deve ser marcada. O quadro 1 apresenta os pontos de atenção para buscar na anamnese sintomas de doenças potencialmente fatais.


Assuntos
Tosse
14.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45387

RESUMO

A investigação da lombalgia crônica deve ser dirigida para determinar a causa da doença e o profissional de saúde deve estar atento para os sinais de alerta na investigação clínica pois são importantes fatores de prognóstico. Existem os alertas que apontam para possíveis causas de maior morbidade, como por exemplo malignidade; fratura; infecção; síndrome da cauda equina. Estão apresentados na Tabela 1. Outros alertas sugerem risco de recorrência do problema ou de pior prognóstico de resposta ao tratamento, mesmo em se tratando de dor lombar de origem mecânica, decorrente: as crenças de que a dor e a atividade são prejudiciais; preferências de tratamento que não se encaixam nas melhores práticas, por exemplo, tratamentos passivos sobre ativos e falta de apoio social.


Assuntos
Dor Lombar/diagnóstico
15.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45380

RESUMO

Uma grande variedade de doenças pode ser responsável por quadros de tosse. Portanto, a diferenciação inicial entre tosse aguda, menos de 3 semanas, subaguda, entre 3 a 8 semanas e crônica, acima de 8 semanas de duração, é importante no estabelecimento das principais possibilidades diagnósticas a serem abordadas. Os casos de tosse aguda geralmente são causados por infecções das vias aéreas superiores principalmente a rinossinusite viral ou resfriado comum. Outras causas são as sinusites bacterianas, pneumonia, exacerbação de quadro alérgico, de asma, ou de doença pulmonar obstrutiva crônica.  A tosse subaguda geralmente resulta de uma infecção respiratória que permanece com sintoma que dura mais do que 3 semanas e pode ser originada por causas virais e bacterianas, semelhante a fase aguda, ou ocasionalmente após infecções por Bordetella pertussis, Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae. A tosse em geral é autolimitada e resolve-se em poucas semanas. Uma vez afastada a etiologia pós infecciosa, a atenção deve se voltar para a asma, síndrome das vias aéreas superiores, doença do refluxo gastroesofágico, bronquite eosinofílica e doenças bronco pulmonares evidenciadas pela história clínica, exame físico e/ou exames de imagem.  A tosse crônica, de mais de 8 semanas é consequente, em grande parte dos casos, a um ou mais dos componentes da tríade sintomática composta por:  síndrome das vias aéreas superiores (gotejamento pós-nasal), asma e refluxo gastroesofágico. Pode ser unicausal, ou uma associação destas causas. De acordo com os resultados de estudos prospectivos, a tosse crônica está relacionada em torno de 90% das vezes a um dos fatores da tríade sintomática, em pacientes não tabagistas, não usuários de inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) e com radiografia de tórax normal. Na presença de tabagismo, a investigação diagnóstica inclui a DPOC/bronquite crônica e neoplasias do trato respiratório.  A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) baseia-se na simultaneidade de exposição ambiental (fumaça do cigarro é o principal agente) e sintomas respiratórios sendo a tosse o mais frequente. Um dos principais motivos que levam um paciente com DPOC ao médico é a tosse crônica, permitindo então o diagnóstico da doença. Outras causas também relatadas são a bronquite eosinofílica, bronquiectasias, uso de medicamentos, doenças do parênquima pulmonar, doenças cardiovasculares, corpos estranhos de vias aéreas e colapso traqueobrônquico. A tuberculose, como uma infecção específica, deve ser considerada em todos os pacientes com queixa de tosse em áreas endêmicas e em populações de alto risco, independentemente da duração da tosse, mesmo que radiografia de tórax seja normal.  


Assuntos
Tosse/diagnóstico
16.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45369

RESUMO

Em pacientes que apresentam 3 a 4 episódios de erisipela por ano, apesar das tentativas de tratar ou controlar os fatores de risco, se deve considerar a administração de antibióticos profiláticos, fenoximetilpenicilina potássica: apresentação oral 80 000 unidades internacionais/ml, 400 a 800 mil unidades internacionais, por tempo indeterminado; eritromicina: via oral, 250 mg / dia, por 4  a 52 semanas, ou penicilina benzatina intramuscular: 1200 000 unidades internacionais, intramuscular de   4/4 semanas / tempo indeterminado , pois diminui em cerca de 70% o risco de recidiva. Outras medidas como a redução de peso, o tratamento adequado das patologias cardiovasculares que condicionam linfedema crônico, como insuficiência cardíaca congestiva e insuficiência venosa crônica e a identificação e tratamento adequado de soluções de continuidade na pele constituem as principais medidas preventivas. A correta abordagem terapêutica do intertrigo interdigital de etiologia fúngica, permite evitar cerca de 60% das erisipelas. O tratamento inclui medidas de higiene (secagem das pregas interdigitais, uso de calçado arejado e meias de algodão), tratamento antifúngico tópico ou sistêmico e eliminação dos reservatórios de dermatófitos (tratamento de onicomicose). Nos casos de existência de edema de membros inferiores, o tratamento da doença de base associado a terapia de compressão da perna, mais a educação para as outras medidas de prevenção são eficazes para promover a diminuição da recorrência da erisipela. 


Assuntos
Erisipela/prevenção & controle , Recidiva , Prevenção Primária
17.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45351

RESUMO

Regras simples como a CURB-65 e a CRB-65 normalmente são recomendadas para uso clínico, utilizadas para estimar o risco de mortalidade e ajudar a orientar as decisões clínicas em relação ao tratamento ambulatorial ou a hospitalização, identificando os pacientes que podem ser tratados ambulatorialmente e os pacientes que precisam ser internados devido ao alto risco de complicações. O uso dessas regras de previsão levou a uma redução nas hospitalizações desnecessárias para os pacientes com doença mais leve. O escore CURB-65 baseia-se em variáveis das quais deriva seu nome (em inglês): Confusão mental (escore <= 8); Ureia > 50 mg/dl; frequência Respiratória > 30 ciclos/min; (Blood pressure): pressão arterial sistólica < 90 mmHg ou pressão arterial diastólica < 60 mmHg; e 65 = Idade 65 anos e mais. O escore CRB – 65 é semelhante ao anterior, não incluindo a dosagem da ureia sanguínea, útil em ambientes nos quais exames laboratoriais não estão disponíveis (Figura 1). O teste mental abreviado (AMTS) consta de dez perguntas para avaliar rapidamente pacientes idosos quanto à possibilidade de demência. Também é usado para avaliar confusão mental e outras deficiências cognitivas.


Assuntos
Pneumonia , Assistência Ambulatorial , Atenção Primária à Saúde
18.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45329

RESUMO

As infecções do trato urinário (ITU) não complicada podem se manifestar na parte inferior, a cistite ou superior, a pielonefrite e nestes casos de ITU não complicada a cultura não é obrigatória. O tratamento farmacológico empírico inicial de primeira escolha para as ITUs não complicadas, tanto cistite como a pielonefrite, as opções estão apresentadas no Quadro 1.
 
Em locais em que a resistência local é inferior a 20%, pode-se usar sulfametoxazol/trimetropim 160 mg/800 mg, de 12/12 h, durante três dias.  


Assuntos
Infecções Urinárias , Cistite , Pielonefrite , Mulheres
19.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45320

RESUMO

Não há necessidade de remover o anel para realizar o exame citopatológico para a prevenção do câncer de colo uterino (Papanicolau).


Assuntos
Dispositivos Anticoncepcionais Femininos , Teste de Papanicolaou , Saúde da Mulher
20.
Pergunta e resposta em Português | SOF - Segunda opinião formativa | ID: sof-45313

RESUMO

Metotrexato (MTX) está recomendado no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Artrite Reumatoide do Ministério da Saúde, como primeira escolha em monoterapia, na primeira etapa de tratamento, podendo ser associado com outros medicamentos da primeira etapa ou das etapas progressivas. Os medicamentos da primeira etapa fazem parte do grupo de Medicamentos Modificadores do Curso da Doença Sintéticos (MMCDs).   A dosagem recomendada do MTX é de 7,5 a 25 mg, via oral ou intramuscular, 1 vez por semana. É importante lembrar que o tratamento da artrite reumatoide é personalizado e deve ser ajustado de acordo com a resposta individual.


Assuntos
Doenças Autoimunes , Artrite Reumatoide/tratamento farmacológico , Artrite Reumatoide/terapia
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